O pedreiro A cobrou R$ 350 por dia de trabalho. O pedreiro B cobrou R$ 55 por m² de reboco. Para o mesmo banheiro, o pedreiro A estimou 8 dias e o B disse que faz em 4. Quanto cada um vai custar no final? Qual você escolhe?
Essa confusão é uma das mais comuns em reformas residenciais — e ela tem solução direta.
A diferença não é apenas de formato — é de quem assume o risco da obra.
Como funciona a contratação por diária:
Na diária, você paga pelo tempo trabalhado, independentemente de quanto foi executado. O pedreiro recebe R$ 350 por dia de 8 horas, independentemente de ter assentado 10 m² ou 3 m².
A diária não é um modelo ruim — ela é um modelo inadequado para alguns contextos.
Serviços onde a diária é a escolha certa:
A diária faz sentido quando o serviço é difícil de medir em m² ou quando o escopo pode mudar ao longo da execução.
Os valores abaixo são referência de mercado. Valores coletados com base no mercado de São Paulo — em outras regiões podem variar.
| Função | Diária média | Produtividade típica/dia | Referência |
O que é o SINAPI e por que ele é a melhor referência:
O SINAPI — Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil é publicado mensalmente pela Caixa Econômica Federal em parceria com o IBGE.
| Tipo de serviço | Modelo recomendado | Por quê | Risco se errar |
| :--- | :--- | :--- | :--- |
Um dos erros mais comuns ao comparar orçamentos é não perceber que a proposta A inclui mestre de obras e servente, enquanto a proposta B inclui apenas o pedreiro. Os perfis têm funções e valores bem distintos.
| Função | Diária média (ref. SP) | Quando contratar |
A escolha entre diária e empreitada por m² não é questão de preferência — é questão de gestão de risco. Serviços com escopo claro pedem empreitada. Serviços com incerteza pedem diária.
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